RAPIDINHAS

Amor em Sampa. O filme.

Todo mundo já sabe que estreou o filme Amor em Sampa nos cinemas da cidade. E todos também sabem, que se trata de uma comédia romântica musical e que o filme é estrelado por uma família de artistas. Carlos Alberto Riccelli e a mulher, Bruna Lombardi são os protagonistas, ela é autora do roteiro, ele dirige, e ambos escreveram as canções. Kim Riccelli, filho do casal, além de ator na trama, é assistente de direção do pai.

Se você não sabia, a narrativa acontece em 5 histórias de amor que acontecem em São Paulo. Elas se conectam entre os personagens e, principalmente são intermediadas por muitas cenas da própria cidade. Confira no trailler do filme.

Muito já foi escrito sobre o filme, suas músicas, sua fotografia, sua graça…mas não é exatamente sobre isso que quero comentar. Só poderia falar, neste espaço, sob o ponto de vista de São Paulo. Então, vamos lá!

O filme é cheio de estereótipos e clichês. Começa pelos perfis de personagens apresentados nas histórias, como a do publicitário sonhador que quer fazer uma campanha para melhoria das condições de São Paulo, o Mauro (Rodrigo Lombardi) que se interessa pela estilista Tutti (Mariana Lima), uma divorciada, que teve câncer no seio e que não acredita mais no amor.

elenco - Amor em Sampa. O filme.

A empresária solitária e desconfiada Aniz (Bruna Lombardi), acha os homens não são confiáveis e querem seu dinheiro faz par com seu subalterno, Lucas (Eduardo Moscovis), empresário ganancioso que não mede esforços para seduzir a patroa.

Cosmos (Ricelli) se encheu da vida de burocrata e virou taxista conquistador e seu caso romântico, a Lara (Miá Mello) a esperta suburbana que pretende achar um marido rico. Raduan (Tiago Abravanel) e Ravid (Marcello Airoldi), fazem o casal gay que entram em atrito porque Ravid não tem coragem de assumir sua homossexualidade.

Todos eles são embalados por trechos que apresentam musicais, nem sem bem cantados pelos próprios personagens. Exceto Abravanel com sua voz potente que você pode conferir aqui.     

O lugar-comum também está presente nas imagens que mostram todos os pontos emblemáticos da cidade. A Avenida Paulista, o Minhocão, a Ponte Estaiada, a 25 de março, a Estação Julio Prestes, o Parque do Ibirapuera, a Sala São Paulo e muitas imagens aéreas que apresentam a grande dimensão da cidade.

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Os tipos paulistanos também estão lá: skatistas, grafiteiros, executivos, ciclistas, motoristas, famílias, gente que vai e vem. E os problemas de São Paulo também são tratados no fio condutor do filme: a campanha de Mauro, que clama por sustentabilidade, mobilidade, encontro, liberdade, felicidade. Todos esses chavões são intitulados no maior deles: o apelido Sampa para São Paulo.

Você leitor, que chegou até aqui, deve estar achando que eu destruí o filme, certo? ERRADO.

Justamente por tudo isso, o filme é adorável. Esses arquétipos apresentados nas histórias nos colocam dentro do filme, as questões apresentadas sobre a cidade, sua gente e seus problemas, são as nossas próprias dúvidas e a angústia coletiva representadas.

A cidade é significada por suas pessoas vivas e por seus lugares que, de tão bonitos e eloquentes, também falam e se expressam.  (Aqui cabe uma referência a Marcello Trota, diretor de fotografia, que mostra um trabalho magnífico, com o equilíbrio dos cinzas e coloridos, com as imagens deslumbrantes e grandiosas da cidade e, em contrapartida, com os detalhes expressivos da vida daqueles que nela vivem).

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Deixando o crítico-racional de lado, você assiste Amor em Sampa e vai se encantando com aqueles lugares conhecidos que, provavelmente você passa todos os dias, com o personagem que é igual a um parente ou amigo ou até com alguma chatice que a cidade te impõe, mas que você releva diariamente. É um autorretrato coletivo: com a sua história, a dos outros, a de todo mundo. Assim como aconteceu comigo, você é capaz de se pegar fotografando a linda fotografia do filme.

Amor em Sampa é simples, para todo mundo, de um otimismo envolvente, um daqueles filmes que faz você sorrir e cantarolar quando sai do cinema e, muitos dias depois, quando lembra de alguma cena ou por algum lugar desta cidade fantástica.

Veja as fotos que tirei da telona com meu celular e agende-se, não perca, vá assistir!

Em exibição nos seguintes cinemas:
Cinemark: Cidade Jardim, Metrô Santa Cruz, Shopping Iguatemi SP e Central Plaza e Extra Anchieta
Caixa Belas Artes
Cinearte – São Paulo
Espaço Itaú de Cinema: Frei Caneca e Pompéia
UCI Jardim Sul
Cinépolis Mais Largo
Moviecom Boa Vista e Penha

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Luciana Cotrim
the authorLuciana Cotrim
Paulistana até a alma, nasceu no Hospital Matarazzo, no coração de São Paulo. Passou parte da vida entre as festas da igreja Nossa Senhora Achiropita, os desfiles da Escola de Samba Vai-Vai e as baladas da 13 de maio no bairro da Bela Vista, para os mais íntimos, o Bixiga. Estudou no Sumaré, trabalhou na Berrini e hoje mora em Moema. Gosta de explorar a história e atualidades de São Paulo e escreveu um livro chamado “Ponte Estaiada – construção de sentidos para São Paulo” resultado de seu mestrado em Comunicação e Semiótica na PUC. É consultora em planejamento de comunicação e professora de pós-graduação no Senac.

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