Série Avenida Paulista: a primeira casa da avenida era dos Rocha Azevedo

Série Avenida Paulista: a primeira casa da avenida era dos Rocha Azevedo

Nesta semana a Série Avenida Paulista traz uma magnifica surpresa. Durante este mês, apresentaremos uma série dentro da série.

Contaremos histórias e mostraremos fotografias inéditas que compõem a memória da própria avenida, por meio das lembranças da primeira família que lá residiu: os Rocha Azevedo.

Essa fantástica retrospectiva só foi possível pela gentileza e enorme colaboração de uma descendente, que agradecemos imensamente a disponibilidade de tornar pública a história privada de sua família, mas que, sem dúvida, retrata uma parte fundamental da memória e da identidade paulistana.

O texto foi totalmente escrito por ela: Maria Eugenia, tataraneta de Joaquim Eugênio de Lima.

Para você, o nosso muitíssimo obrigada.

Para acompanharmos essa trajetória, começamos com a linha do tempo da família. Hoje conheceremos a primeira fase, que é representada pela primeira casa da Avenida Paulista.

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A Primeira Casa: Uma “Casa de Pau” na Avenida Paulista.

A história da Avenida Paulista se confunde com a própria história da minha família materna, os Rocha Azevedo.

Sou descendente do fundador da Av Paulista, Joaquim Eugenio de Lima e sua mulher Margarida. Sua filha mais velha Maria Eugenia de quem herdei o nome, casou-se com o Ministro Rocha Azevedo e foram meus bisavós, pais de minha avó materna Nair.

Cresci ouvindo as histórias da casa da avenida, revirando guardados e examinando atentamente as antigas fotos da família. Me fascinavam as roupas antigas, os costumes, os objetos pessoais e me perdia imaginando a vida naqueles tempos.

Com isso fui colecionando histórias e fatos, ouvindo as lembranças de minha avó Nair e meu avô Renato e de suas filhas; minha mãe Yolanda Maria e de minha tia Renata Eugenia. Essas netas do Ministro Rocha Azevedo moram no Rio de Janeiro, têm 92 e 91 anos e muitas memórias para contar.

São relatos em primeira mão de quem nasceu e viveu naquela casa nº 58 da Avenida; de quem brincou naquele jardim que não existe mais, que viveu naqueles quartos, naquelas salas. Fatos cotidianos se misturando com acontecimentos históricos; a vida como ela foi.

Como diz minha mãe Yolanda, nos seus 91 anos, citando Mario Quintana: “Quem disse que me mudei? Não importa que a tenham demolido; a gente continua morando na velha casa em que nasceu…”

Então vamos subir as escadas daquele sótão; vamos espiar velhos álbuns…vamos ouvir histórias…

Em 8 de dezembro de 1891 foi inaugurada a Av Paulista.

Joaquim Eugenio de Lima, um dos seus fundadores, nasceu no Uruguai em 6 de setembro de 1845. Na época seu pai exercia um cargo diplomático naquele país. Engenheiro agrônomo de formação adotou São Paulo como seu lar e aí casou-se com Margarida Joaquina Alvares de Toledo.

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Joaquim Eugenio de Lima, fundador da Avenida Paulista e sua esposa Margarida de Toledo.

Joaquim Eugenio que tinha “uma mente brilhante e pena combativa”, criou dois jornais na capital: “O Omnibus” e “Cidade de São Paulo”. Mas como urbanista que era, formado na Alemanha, sonhava em transformar São Paulo em uma das maiores metrópoles da época.

Com esse objetivo criou os bairros do Tatuapé, das Perdizes e da Bela Vista, em cujo espigão, no alto do Caguassú, abriu a extraordinária Avenida Paulista.

A localização foi cuidadosamente escolhida por ser um local aprazível, com ares puros e saudáveis atraindo moradores para a região até então desabitada; a região era uma simples estrada de passagem de gado a caminho do matadouro. O loteamento foi feito em 1894.

Joaquim Eugenio foi meu tataravô!

No dia da inauguração da Avenida Paulista aconteceu uma grande festa, esse dia foi imortalizado no famoso quadro que se encontra no Museu do Ipiranga, atual Museu Paulista.

Nesse quadro podemos ver muitas pessoas que foram conhecer a nova avenida. Algumas caminhando, outras estão em carruagens e bondes puxados a burro, passeando pela nova e larga avenida ainda completamente desabitada.

Em uma dessas carruagens, participando das festividades, estavam as filhas de Joaquim Eugenio. Podemos ver no detalhe do quadro, um vendedor de doces oferecendo guloseimas num tabuleiro para as mocinhas Alvares de Lima, entre elas, a primogênita, Maria Eugenia, minha bisavó.

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Detalhe mostrando a carruagem onde estava Maria Eugenia, filha de Joaquim Eugenio de Lima e futura esposa de Álvaro Rocha Azevedo.

Joaquim Eugenio de Lima e sua mulher Margarida tiveram 10 filhos. A primogênita, Maria Eugenia nasceu em 19 de julho de 1874; era a predileta do pai.

Como era hábito na época, foi mandada para estudar no internato Nossa Senhora do Bom Conselho, em Taubaté. Porém não era fácil ficar longe de casa e ela contava o quanto detestava a comida que era servida. Uma empregada da escola, penalizada da menina tirava discretamente do prato o que ela não gostava e enrolando no avental jogava fora sem que ninguém visse para que ela não fosse castigada.

Na escola desenvolveu seus dotes artísticos se dedicando ao desenho e à pintura além do aprendizado de vários idiomas. Falava fluentemente o inglês, francês e o alemão.

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À esquerda: Maria Eugenia 1888. À direita: Blusa de renda de crochê usada por Maria Eugenia na sua juventude (1880/1890) e ainda usada na família em grandes ocasiões.

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Além de pintar e desenhar gostava de escrever e contribuía frequentemente com artigos para o jornal “Cidade de São Paulo” fundado pelo seu pai em 1891. Foi então, uma das pioneiras do jornalismo feminino paulistano.

A primeira casa que ocupou o nº 58 da recém-inaugurada Avenida Paulista, foi uma casa “pré-fabricada” que veio de navio da Noruega, inteiramente desmontada, encomendada por Joaquim Eugenio de Lima. Era um chalé feito de Pinho de Riga.

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O chalé de madeira vindo da Noruega, em um cartão postal como “Lembrança de São Paulo”.

A primeira casa que ocupou o nº 58 da recém-inaugurada Avenida Paulista, foi uma casa “pré-fabricada” que veio de navio da Noruega, inteiramente desmontada, encomendada por Joaquim Eugenio de Lima. Era um chalé feito de Pinho de Riga.

O objetivo primeiro dessa casa tão inusitada era embelezar a avenida já que a região havia sido dividida em lotes para venda e havia interesse em atrair famílias de boa posição social.

A casa chamava atenção pelo seu estilo de chalé europeu, cheio de recortes de madeira no telhado e varandas.

Ela tinha três níveis: o térreo onde estava a área social, com as salas de visitas, sala de jantar, um grande hall e um escritório que dava para uma varanda traseira com escada para o jardim.

Na parte de trás ficava a cozinha com copa e despensa e a salinha de café da manhã. O porão ficava ao nível do chão e era onde estavam os quartos dos empregados, quarto da lenha e adega. No andar superior ficavam os quartos e a escada para o sótão.

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Vista lateral e dos fundos do chalé de madeira, onde se vê as janelas do escritório e no andar de cima, o quarto do casal.

Quando Maria Eugenia se casou com Álvaro Gomes da Rocha Azevedo em 24 de novembro de 1894 o pai dela deu o chalé de presente aos noivos que para lá se mudaram.

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Maria Eugenia, Dona Cotinha, como era chamada em família, e seu marido Álvaro, o futuro Ministro Rocha Azevedo.

Em 1902 quando Joaquim Eugenio de Lima faleceu aos 56 anos, para evitar que a casa entrasse em inventário, Álvaro colocou- a em leilão e ele mesmo arrematou-a para que não houvesse questionamentos a respeito da propriedade e evitando que a casa e seu terreno fossem desmembrados entre os outros herdeiros de Joaquim Eugenio de Lima.

  Na casa da avenida nasceram os três filhos do casal: Jacyra em 1895, Naïr em1898 e Álvaro Filho ou Alvrinho, em 1910.

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Os três filhos do casal Rocha Azevedo: Jacyra, Nair e Alvrinho.

Quando pequenos os filhos do Ministro Rocha Azevedo estudaram em um colégio alemão chamado Externato Madame Ivancko. Era um colégio misto e não religioso, coisa bastante incomum na época. Mais tarde seguiram para colégios mais tradicionais.

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Rocha Azevedo com sua filha Nair e Álvaro Filho,com 3 anos.

Nair, minha avó, contava que durante a infância, os colegas de escola estranhavam o fato da casa onde ela morava ser de madeira e diziam que ela morava numa casa “de pau”.

Um relato de ”bullying” diretamente do passado.

Uma professora alemã, Frau Wise, foi contratada para cuidar do aprimoramento da educação das filhas do ministro. Era uma senhora bonita e refinada, que ficou residente na casa da família por muito anos. Ensinava desenho artístico, alemão, francês e inglês. Por essa convivência, Nair nunca deixou de falar o inglês com sotaque alemão!

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Turma mista na escola de Madame Ivanko. Minha avó Nair é a menina de branco no lado direito do banco da frente. 1910.

Uma professora alemã, Frau Wise, foi contratada para cuidar do aprimoramento da educação das filhas do ministro. Era uma senhora bonita e refinada, que ficou residente na casa da família por muito anos. Ensinava desenho artístico, alemão, francês e inglês. Por essa convivência, Nair nunca deixou de falar o inglês com sotaque alemão!

A família se reunia frequentemente em saraus domésticos; Maria Eugenia cantava e tocava piano acompanhada por Álvaro que tocava flauta transversa e sua filha Nair que tocava violino. Esse violino ainda existe.

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O violino de mais de 100 anos usado por Nair quando menina. Ao fundo um detalhe de uma gola de renda de 1880 usada por várias jovens da família.

Maria Eugenia se interessou por fotografia e passou a se distrair com o novo hobby. Ela montou um laboratório no porão da casa e lá fazia todo o processo de revelação dos negativos de vidro usados na época.

Graças a isso, a família tem um acervo incomum de fotografias informais; as meninas brincando com as amigas além de muitas fotos do jardim o que nos dá uma boa ideia de como era a casa e o terreno.

Naquela época, era comum as casas ocuparem a quadra ou até mesmo um quarteirão da avenida. No início, algumas delas eram consideradas residências para fim de semana ou veraneio.

A nossa casa ocupava o quarteirão da Paulista, entre a Alameda Ministro Rocha Azevedo – uma homenagem a meu bisavô – e Alameda Santos.

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Álvaro Filho e a irmã mais velha, Jacyra na escada da frente. Vemos uma das palmeiras atrás do gradil onde Alvrinho brinca.

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Parte posterior da casa com Álvaro filho e Antonio, empregado da casa. Nessa foto vemos a escada que saía da varanda traseira. Abaixo tem uma porta grande que era do quarto da lenha. O correr de janelas à direita no andar superior eram as salinhas de café, despensa e copa. A grande cozinha ficava no final e não aparece na foto

Na entrada da casa havia uma linda escada arredondada com um gradil que se curvava para os dois lados formando dois canteiros circulares.  No centro de cada um desses canteiros, ladeando a entrada, havia uma palmeira dando imponência à casa.

No jardim havia muitas flores ornamentais como rosas, cravos e camélias. As camélias tinham um significado especial por terem sido símbolo do abolicionismo, bandeira defendida pela família.

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Jacyra lendo no jardim da frente da casa e vista das flores na entrada da residência.

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Foto da parte de trás da casa vista pela Alameda Santos. Como a vegetação era pungente!

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Vista geral do quintal dos fundos com uma das casas para os São Bernardo da família.

Os jardins da frente e os laterais tinham caminhos ornamentados por canteiros de flores e bancos para descanso; já o fundo do quintal, dividido por uma cerca, tinha uma grande área com vegetação natural e também horta e pomar. No jardim havia um grande viveiro de pássaros.

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Rara foto de Maria Eugenia posando num dos bancos do jardim.

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O Ministro Rocha Azevedo no jardim de casa, ao lado do viveiro de pássaros. Ao fundo vemos a casa dos René Thiollier que ficava do outro lado da rua lateral.

No fundo do quintal havia muita vegetação nativa, o poço artesiano e as casas dos cachorros. A família tinha 2 cães da raça São Bernardo e outros menores que eram os de estimação dos familiares, como o de Jacyra. A família sempre gostou muito de cachorros e gatos, que se sucederam através das gerações deixando lembranças com mutas fotos e casos! Ainda hoje, a maioria de nós descendentes,  temos cães e gatos em casa.

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Jacyra (com o cachorrinho no colo) e Nair com suas melhores amigas, as irmãs Noemie e Ruth Berlinck no jardim da casa.

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O poço que ficava nos fundos da casa e um dos São Bernardo da família.

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Álvaro e seus cachorros São Bernardo em frente à porta do quarto da lenha.

Maria Eugenia ou D.Cotinha, como era chamada pela família, era uma mulher alegre, inteligente que gostava de escrever, fotografar   além de fazer parte de vários grupos beneficentes como se esperava da esposa de uma pessoa tão importante na vida pública da cidade.

Em 1921 houve uma apresentação artística no Teatro Municipal de São Paulo em prol da Cruz Vermelha e sua filha Nair foi uma das Senhoritas da sociedade escolhidas para participar da apresentação que foi chamada de Baile dos Lanceiros e foi feito com os trajes iguais aos usados em 1830 no baile original.

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Grupo que encenou o Baile dos Lanceiros no Teatro Municipal em 1921. Minha avó Nair está sentada à direita com um leque nas mãos. Os demais eram jovens da aristocracia paulistana.

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Nair orgulhosa com sua roupa do Baile, posando para a mãe numa das alamedas do jardim de casa, antes de sair para o evento.

Dona de casa exigente e doceira de mão cheia, Cotinha deixou na lembrança da família o sabor inesquecível de suas empadas assadas em folhas de bananeira, os doces de abóbora, batata roxa, toranja, pastéis de nata e luminárias. Nos dias de carnaval, parentes e amigos enchiam a casa para assistir ao corso na Avenida e todos se deliciavam com os quitutes.

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As filhas do Ministro Rocha Azevedo, Nair (primeira à direita) e Jacyra (6ª da direita para a esquerda no andar de cima) em um carro com amigas, participando do corso da Avenida Paulista. 1915

No início dos anos 20, Jacyra casou-se com Raul Lacombe Monteiro que morava ali perto e mudou-se para sua própria casa mantendo-se sempre próxima aos pais e irmãos.

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O Ministro Rocha Azevedo com sua filha Jacyra, o genro Raul e Alvrinho ainda menino.

Em 3 de janeiro de 1923, Nair casou-se com Renato Alves de Lima, que vinha de uma família de fazendeiros de café.

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Para esse casamento, a casa original foi toda reformada e ampliada, tendo suas paredes de madeira recobertas por tijolos e cimento. As antigas pranchas de pinho de Riga, agora emparedadas, nunca deixaram de estalar…

Com a reforma, a casa perdeu seu ar original de chalé assumindo um estilo mais refinado e cosmopolita mais de acordo com a posição social da família já que Álvaro havia sido eleito Presidente da Câmara em 1919 tornando-se temporariamente Prefeito de São Paulo quando Washington Luiz renunciou.

Depois disso foi vereador por 2 mandatos e, em 1924, nomeado Ministro e Presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

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Nessa foto do casamento, que foi realizado na própria casa, os noivos posam com o secretariado do Presidente Washington Luiz. O próprio está em destaque atrás do noivo Renato. O pai da noiva, Ministro Rocha Azevedo, está orgulhoso atrás da filha Nair que aparece sorridente na foto, feliz com o casamento.

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A continuação dessa parte da história vocês conhecerão no próximo capítulo desta série contada por Maria Eugenia para a Série Avenida Paulista. Até domingo que vem.

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Paulistana até a alma, nasceu no Hospital Matarazzo, no coração de São Paulo. Passou parte da vida entre as festas da igreja Nossa Senhora Achiropita, os desfiles da Escola de Samba Vai-Vai e as baladas da 13 de maio no bairro da Bela Vista, para os mais íntimos, o Bixiga. Estudou no Sumaré, trabalhou na Berrini e hoje mora em Moema. Gosta de explorar a história e atualidades de São Paulo e escreveu um livro chamado “Ponte Estaiada – construção de sentidos para São Paulo” resultado de seu mestrado em Comunicação e Semiótica na PUC. É consultora em planejamento de comunicação e professora de pós-graduação no Senac.

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