Série Avenida Paulista: da casa de Azem Azem ao Edifício Maria José

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Nesta semana será apresentada a casa do Sr. Azem Abdalla Azem na Série Avenida Paulista, que provavelmente foi construída após a mudança de numeração, pois até 1935 o local era um terreno vazio. A numeração da casa é o atual 326.

Azem Abdala Azem, nasceu em 24 de fevereiro de 1884, em Mimes, uma cidade do Líbano. Veio para o Brasil aos 15 anos de idade e, muito depois, naturalizou-se brasileiro. Veio para cá com sua família, os pais – a mãe, Kaluk Azem e o pai, Abdala Azem, que se tornou uma figura querida na comunidade síria da cidade de São Paulo, até morrer em 1928. Azem Azem, como ficou conhecido, tinha vários irmãos: os homens – Miguel, Id, Name, Adib e Elias e as mulheres – Lamia, Gazelli e Adma. Era casado com a senhora Salma Azem.

Em 1939, foi apresentado na Revista Acrópole, o projeto da casa de Azem Azem executado pelo engenheiro e arquiteto Olavo Franco Caiuby. Nas imagens retratadas abaixo dos ambientes da residência, pode-se verificar os principais fornecedores de materiais.

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O industrial foi homenageado como o nome de uma rua na cidade, devido aos grandes serviços de filantrópicos prestados ao Brasil, especialmente em São Paulo, como na Catedral Metropolitana Ortodoxa de São Paulo, na qual foi responsável pela construção do Arcebispado e na fundação do Orfanato Sírio Libanês.

Azem Azem faleceu em junho de 1962, mas a casa da Avenida Paulista foi vendida anos antes, pois em 19 de maio de 1961, foi anunciado no jornal o Estado de São Paulo, o lançamento do majestoso Edifício Maria José, que seria realizado no dia 28, domingo, no novo centro comercial de São Paulo, ocupando o número 326 da avenida.

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Por volta dos anos 1970, encontrava-se no primeiro andar do Edifício Maria José, a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo do Estado de São Paulo, que foi responsável por trazer o Paço das Artes para o mesmo local. Na foto, vemos Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti cortando a fita de inauguração do Paço das Artes.

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A instituição realizou muitas mostras de arte, principalmente de gravuras e pinturas, até se mudar para o MIS – Museu de Imagem e som e depois para a Cidade Universitária. Neste ano teve que desocupar o local para devolver ao Butantã, proprietário do prédio. Voltou a funcionar no MIS.

Como fora anunciado em 1961, o edifício Maria José conta comandares de 450m², com conjuntos de 45 m², entrada luxuosa em mármores e alumínio e 3 elevadores de alta velocidade. Atualmente, com seus 54 anos, 20 andares e um total de 200 salas, encontram-se lá escritórios de pequenos negócios, consultórios, a embaixada da Jordânia e, até pouco tempo atrás, abrigava a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

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Paulistana até a alma, nasceu no Hospital Matarazzo, no coração de São Paulo. Passou parte da vida entre as festas da igreja Nossa Senhora Achiropita, os desfiles da Escola de Samba Vai-Vai e as baladas da 13 de maio no bairro da Bela Vista, para os mais íntimos, o Bixiga. Estudou no Sumaré, trabalhou na Berrini e hoje mora em Moema. Gosta de explorar a história e atualidades de São Paulo e escreveu um livro chamado “Ponte Estaiada – construção de sentidos para São Paulo” resultado de seu mestrado em Comunicação e Semiótica na PUC. É consultora em planejamento de comunicação e professora de pós-graduação no Senac.
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