Série Avenida Paulista: da “casa” de Pereira Ignácio ao Edifício Anchieta.

Série Avenida Paulista: da “casa” de Pereira Ignácio ao Edifício Anchieta.

A Série Avenida Paulista desta semana começa com um desafio: descobrir uma fotografia da casa que contaremos a história. Topa o desafio?

A mansão era localizada na Avenida Paulista número 7, na antiga numeração, quase já em Higienópolis. Na foto aérea, ela estaria no fim da imagem, do lado direto onde acaba a avenida. Está vendo ela lá? Nem eu. Por enquanto, ela é uma casa “muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada…”. Mas vamos descobri-la. Você ajuda?

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Esse desafio foi postado em agosto de 2016, e só agora em março de 2017, portanto 8 meses depois ele foi desvendado. Devemos essa façanha a uma querida leitora, Maria Lourdes Pereira, amante de fotos da antiga São Paulo, que, como ela mesma diz, “coleciona imagens que fazem o coração acelerar”.

Pois foi Maria Lourdes que descobriu uma reportagem publicada na Revista Fon Fon, de março de 1918, na coluna Vivendas Paulistanas com a apresentação da casa de Antonio Pereira Ignácio. E agora, com a contribuição de maria Lourdes, podemos dividir com todos a imagem publicada na revista. Um imenso agradecimento a ela, que nos proporcionou essa possibilidade de conhecer a casa do empresário.

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A residência pertencia a Antonio Pereira Ignácio, grande empresário deste país. Primeiramente, apresentaremos sua trajetória e, em seguida, contaremos o que sabemos sobre a casa. Antonio Pereira Ignácio nasceu em Baltar, Portugal, no dia 29 de março de 1874. Imigrou para o Brasil em 1884, junto com seu pai João Pereira Ignácio.

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A família instalou-se primeiramente em Sorocaba, onde Antonio se alfabetizou. Jovem, em 1889 vai para o Rio de Janeiro, procurar ajuda com o português, João Reynaldo Faria, com quem trabalha por 3 anos.

Volta para São Paulo com um capital de 300 contos e abre comércios com seu pai em cidades como São Manuel do Paraíso, Itapetininga e, fixa-se em Botucatu, com sua primeira firma de secos e molhados Rodrigues S. Pereira.

Em 1899, com 25 anos de idade, casa-se com Lucinda Rodrigues Viana, com 15 anos e filha de seu grande amigo Francisco Manoel Viana. Em 1900 nasce o primeiro filho, João e, em 1902, o seu segundo filho, Paulo. Sua filha Helena nasce em 1904, ela ser tornará a esposa de José Ermírio de Moraes, outro grande empresário, que nasceu em Nazaré da Mata, no interior de Pernambuco.

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Fonte das imagens: Livro “90 anos da Votorantim”.

Em 1903 inicia os negócios com algodão, fundando com um sócio, a Pereira Ignácio& Cia. em Boituva. Passa anos nos EUA, como operário da Wilson North Carolina para aprender novos métodos técnicos e administrativos.

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Anúncios das empresas de Pereira Ignácio. Fonte: 90 anos Da Votorantim.

Retorna ao Brasil e, a partir de 1907, investe na indústria de algodão e seus derivados. Em pouco tempo, adquiriu as tecelagens Fábrica de Tecidos Bom Retiro, Fábrica de Tecidos Paulistana, Tecelagem São Bernardo e fundou a Fábrica de Tecidos Lusitânia. Comprou também empresas como a Cia Telefônica Paulista, Usina de Força do Pilar, Água Mineral Plata e a Cia de Cimento Rodovalho.

Um fato interessante é que foi ele quem construiu os primeiros conjuntos habitacionais para trabalhadores, creches, escolas, o primeiro posto de abastecimento e o primeiro restaurante de uso exclusivo dos operários.

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Tornou-se arrendatário da fábrica Votorantim, do Banco União de São Paulo e, em 1915, monta escritório na Rua São Bento 47 em São Paulo. Em seguida, como único dono deste império, criou a Sociedade Anônima Fábrica Votorantim e transformou em uma empresa saudável e produtiva novamente.

Tornou-se um empresário importante na sociedade paulista como demonstra a extensa publicação da série “Os grandes Industriais” da revista O Pirralho, em 1917, sobre suas realizações.

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A família realizava muitas viagens ao exterior. Em um ocasião, o empresário organizou um grande banquete de despedida por conta de uma longa viagem que faria aos Estados Unidos, com muitos convidados e que foi divulgado em revistas da época. Como vemos abaixo, descrito que na primeira foto aparecem os sócios e empregados superiores da Sociedade Anônima Votorantim e da firma Antonio Ignacio & C. na segunda foto, com um grupo de empresários, ele é , a partir da esquerda, o quarto que aparece sentado. Na foto central, a casa da Avenida Paulista, onde ocorreu o banquete e, nas duas abaixo, mais convidados.

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Na filantropia, o empresário foi um dos grandes beneméritos do Hospital Beneficência Portuguesa e da Santa Casa de Misericórdia. Na área de esportes foi presidente da Associação Portuguesa de Desportos, no ano de 1935, quando este clube foi pela primeira vez campeão paulista. Na vida social, tornou-se a comenda das Ordens Portuguesas de Cristo e da Ordem Brasileira do Cruzeiro do Sul.

O empresário faleceu em 14 de fevereiro de 1951 e foi sepultado no Cemitério São Paulo, ao lado de sua esposa.

Nosso principal objetivo é resgatar a história da casa número 7 da Avenida Paulista. Ela já aparece na lista telefônica, em 1917, no nome do proprietário Antonio Pereira Ignácio. A casa abrigava desde 1915 uma escola: o Gymnasio Lusitano “C. Fernando”, que se mudou para a Rua 13 de maio no final de 1917.

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Anúncio do Gymnasio Lusitano “C. Fernando” para início do período escolar. Foto: Revista O Pirralho de fevereiro de 1917, da coleção de Maria Lourdes Pereira.

Vendo a imagem da casa, observamos a grandiosidade da construção, só assim para ter abrigado um colégio antes de virar a residencia de Pereira Ignácio. Muito provavelmente a casa foi reformada para receber a família do proprietário.

No livro “A Saga da Votorantim”, publicado em 1988, encontra-se o seguinte trecho sobre o casarão:

“Avenida Paulista, 7

Depois de montar o Q.G. de seus negócios na Rua São Bento, 47, Antônio Pereira Ignácio deu outro salto e foi morar com a família naquele endereço chique. O casarão dos Pereira Ignácio ocupava um quarteirão, entre a Avenida Angélica e a Rua da Consolação, como elas são hoje.

Outra referência à casa encontra-se no livro “Votorantim – 90 anos – Uma história de Superação”, em que lemos sobre Helena, a filha de Pereira Ignácio, que era uma moça animada, adorava e não perdia o corso da Avenida. Na imagem abaixo, vemos Antonio Pereira Ignacio (com gravata), sua esposa Lucinda (sentada) e filha Helena, na parte traseira do automóvel, participando do corso em 1922.

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A casa que foi batizada de Villa Lucinda, em homenagem à esposa de Pereira Ignacio, passou por uma grande reforma, quando a família viajou para a Europa em 1924.  Nessa viagem, sua filha Helena, conhece seu futuro esposo José Ermírio de Moraes. No retorno da viagem à Europa, a família ainda teve que se hospedar no Hotel Esplanada, pois a reforma da casa não havia terminado.

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José Ermírio de Moraes e Helena, sua esposa. Foto: Acervo Iconográfico – Pioneiros -USP

Em um trecho de outro livro intitulado “100 anos de Helena Pereira de Moraes, publicado em  2004, aparece uma citação do casamento e de uma singela lembrança de infância de Helena, que está descrita abaixo:

“Após o casamento, José e Helena instalaram-se na residência dos pais dela, na avenida Paulista. Por causa da localização entre duas ruas, Maria Helena Moraes Scripilliti acostumou-se, na infância, a ouvir a mãe dizer, em tom de brincadeira, que jantava na rua da Consolação e dormia na avenida Angélica. Mas o jovem casal passava a semana na Vila Industrial da Votorantim, em Sorocaba, onde José começara a trabalhar, a convite do sogro.”

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Da esquerda para direita, Dona Lucinda Pereira Ignácio, o casal José Ermínio de Morais e Helena e Antonio Pereira Ignácio.

No dia 18 de maio de 1925, com a casa pronta, abriu-se as portas para a cerimônia civil, com uma grande festa do comentadíssimo casamento do casal Helena e José Ermírio de Morais, como padrinhos da noiva o Sr. Manoel Loureiro e esposa (ele possivelmente era parente do Comendador Jayme Loureiro, que também residia na Avenida Paulista) e, pelo noivo, o cunhado João Pereira Ignacio e esposa.

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Na imagem abaixo, disponibilizada pela área responsável pelo acervo Memória Votorantim, o cardápio oferecido na festa e o programa musical com a Orquestra do Automóvel Club. Depois disso, seu genro passa a ser seu principal executor, na expansão dos negócios da Votorantim.

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Imagem cedida pela Memória Votorantim.

Na matéria publicada no jornal da época “Correio Paulistano” é  mencionado que a noiva recebeu “lindas e inúmeras cestas de flores naturais (…) que enchiam em profusão corredores e demais dependências da vivenda.”

Depois desta memorável festa que foi até o dia amanhecer, José Ermírio de Morais, oficialmente assumiu os negócios de seu sogro e, durante vários anos, foi o responsável pelo sucesso do Grupo Votorantim.

Isso é tudo que sabemos sobre a casa da Avenida Paulista número 7. Alguém poderia dar mais informações sobre ela? A imagem já conseguimos com a colaboração de Maria Lourdes.

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Edifício Anchieta em 1941, ano de sua inauguração.

Em 1941, no mesmo local, no atual número 2584 da Avenida Paulista surgiu o Edifício Anchieta, com projeto arquitetônico do escritório carioca MMM Roberto, dos irmãos Marcelo Roberto e Milton Roberto.

O site da Prefeitura de São Paulo escreve sobre o prédio: “com amplo jardim frontal, o Edifício Anchieta atendia a um novo conceito de moradia, verticalizada, que começava a se tornar comum nas áreas centrais da cidade. Projetado segundo os preceitos de funcionalidade e racionalidade da arquitetura moderna, o edifício possui apartamentos simples e duplex, assim como a construção sobre pilotis e pastilhas coloridas”.

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Foto: Pedro Kok

O edifício que fica entre a Rua da Consolação e a Avenida Angélica, a dois quarteirões finais da Avenida Paulista. Disse a Revista Veja “aquele pedaço abriga um dos principais ícones modernistas paulistanos: o Edifício Anchieta”.

“Com uma beleza arquitetônica que retrata o estilo moderno, o prédio é um ícone da arquitetura na cidade e representa um importante legado do escritório dos irmãos Roberto. A revista explica que eles “entraram para a história da arquitetura brasileira por terem sido pioneiros na utilização do brise-soleil, creditado ao arquiteto franco-suíço Le Courbusier (1887-1965). O brise é composto por lâminas colocadas na fachada com o intuito de quebrar a iluminação direta do sol”.

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Foto: Pedro Kok

De autoria de Ana Carolina de Oliveira Modinger, o belo trabalho de conclusão de curso da Faculdade de Arquitetura da USP, conta a história do Edifício Anchieta. Pinçamos alguns trechos com um breve histórico e algumas fotos do prédio.

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Foto do edifício recém-inaugurado. Acervo do Núcleo de Pesquisa e Documentação – FAU/UFRJ

“O Edifício Anchieta, idealização e obra do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários (IAPI), teve o projeto encomendado aos arquitetos do escritório carioca até então MM Roberto em 1941 e foi proposto inicialmente como habitação de aluguel para os funcionários da Indústria, porém, aparentemente, acabou servindo de habitação de aluguel para o alto escalão do IAPI”.

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Fotos da construção do edifício. Acervo do Núcleo de Pesquisa e Documentação – FAU/UFRJ

“Quando da extinção do IAPI em 1963, por decreto do presidente Jânio Quadros, a administração do edifício passou a ser responsabilidade do INSS (…), que vendeu os apartamentos (…)

Originalmente, o edifício contava com um jardim voltado para a Avenida Paulista, mas com o projeto de alargamento da Avenida Paulista em 20 metros, (..) teve sua área reduzida praticamente à projeção do prédio graças às desapropriações realizadas para execução do projeto no início da década de 1970.  (…)

A chegada do metrô à Consolação ocorre no início da década de 1990, o que aumenta o fluxo de pedestres, mas não reafirma a clientela do Bar Riviera que começa, a partir daí sua decadência, porém o fechamento definitivo se dá somente em 2006, depois de quase 10 anos sem pagar aluguel ao INSS, ainda dono do espaço.

Recentemente, o Edifício Anchieta foi cenário do filme Quanto dura o Amor? (2009), direção de Roberto Moreira. Filme que narra a história de três personagens que residem no Anchieta, no qual há diversas tomadas mostrando as fachadas, os espaços comuns do edifício e ainda algumas cenas internas aos apartamentos”.

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Área das três sobrelojas. Parede curva de tijolos de vidro voltada para Rua da
Consolação. Foto: Ana Carolina Modinger

O térreo e sobrelojas possuíam instalações comerciais, na extremidade próxima à Rua da Consolação, na parede curva de tijolos de vidro estava o Bar Riviera, que ali ficou instalado por quase 60 anos e foi o Bar que conferiu visibilidade ao Edifício.

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Foto: Ubirajara Dettmar – 22.jan.1982/Folhapress

Fundado em 1949, foi ponto de encontro de artistas e intelectuais como Toquinho, Chico Buarque e Elis Regina e de militância estudantil das décadas de 1970 e 1980.

Foi em uma frequentadora do bar que o cartunista Angeli se inspirou para criar sua personagem Rê Bordosa.

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Nas tirinhas em que ela aparece no bar, há sempre a presença do garçom Juvenal que realmente trabalhou no bar por cera de 30 anos. Em 2006, o Riviera Bar fecha suas portas.

Para a felicidade geral o Riviera reabriu quase 10 anos depois.

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O site do bar conta “em setembro de 2013, no mês em que se completam 64 anos de sua fundação, o Riviera reabre e retoma seu lugar na vida noturna de São Paulo. A longa escada hollywoodiana continua lá; a parede de tijolos de vidro, também; seu nome piscante na fachada, idem”.

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Foto: Mario Rodrigues

O projeto do bar é do arquiteto Marcio Kogan, que preservou a parede curva de vidro que marcou o lugar e a caixilharia de vidro com vistas para a cidade de São Paulo. O ambiente que possui 300m² acomoda até 200 pessoas.

É muito bacana quando reativamos nossa história, não é mesmo? Assim, também poderia acontecer com casarões da Avenida Paulista e o próprio Edifício Anchieta.

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Paulistana até a alma, nasceu no Hospital Matarazzo, no coração de São Paulo. Passou parte da vida entre as festas da igreja Nossa Senhora Achiropita, os desfiles da Escola de Samba Vai-Vai e as baladas da 13 de maio no bairro da Bela Vista, para os mais íntimos, o Bixiga. Estudou no Sumaré, trabalhou na Berrini e hoje mora em Moema. Gosta de explorar a história e atualidades de São Paulo e escreveu um livro chamado “Ponte Estaiada – construção de sentidos para São Paulo” resultado de seu mestrado em Comunicação e Semiótica na PUC. É consultora em planejamento de comunicação e professora de pós-graduação no Senac.

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