DICASSP ANTIGO & MODERNO

Série Avenida Paulista: da mansão de Horácio Sabino ao Conjunto Nacional

Nesta semana, que comemoramos os 462 anos de São Paulo, apresentaremos duas construções muito especiais: o palacete, de Horácio Sabino, considerado um dos urbanistas de São Paulo e o Conjunto Nacional que o sucedeu em umas das esquinas mais emblemáticas da cidade: Avenida Paulista com a Rua Augusta.

Horácio Sabino estilo art nouveau Arquitetura de Victor Dubrugas Avenida Paulista esquina com a rua Augusta demolida em 10 06 1953 500x360 - Série Avenida Paulista: da mansão de Horácio Sabino ao Conjunto Nacional
Casa de Horácio Sabino na Avenida Paulista, que ocupava toda a quadra onde hoje se encontra o Conjunto Nacional. Foto: Octávio, 10/06/1953.

A história familiar de Horácio Sabino é muito rica e envolvente e, por isso, vamos voltar um pouco no tempo. O pai dele chamava-se Ricardo Leão Sabino, nasceu abril de 1814, em São Luís no Maranhão. Ricardo era filho de um português que foi enviado por seu pais para prestar serviços no Maranhão, o desembargador Joaquim José Sabino de Resende Faria e Silva. Sua mãe chamava-se Josepha Adelaide Belfort, que era filha do “Lord” Philip Belfort, um engenheiro inglês, e de Adelaide Mattos.

No período em que foi militar, Ricardo participou da revolta da Balaiada, lutou por muito tempo e, com gênio muito forte, se desentendeu com diversos militares. Neste período de combate, conheceu aquele que seria o futuro Duque de Caxias. Vitorioso moral e militarmente, Ricardo Leão Sabino, entretanto, saiu financeiramente pobre dessas batalhas. Com sua mulher portuguesa teve uma filha, mas enviuvou e casou-se mais duas vezes, e teve muitos filhos.

Depois destes anos de serviço militar, Ricardo Sabino e a família tiveram uma vida difícil, trabalhavam para ter o que comer no dia seguinte.  Quando mais velho, com os filhos crescidos e já encaminhados, quis rever os lugares por onde passou, por isso, fez um pedido a seu filho Horácio Belfort Sabino: pediu que o mandasse para Portugal. Ali, em Lisboa, já surdo, quase cego e doente de pneumonia, veio a falecer em 17 de abril de 1902, seis dias após completar 88 anos. Depois, seus restos mortais foram trasladados para o Brasil.

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Neste período, Horácio Sabino, que era homem de espírito empreendedor, já era um conhecido empresário e considerado um dos grandes responsáveis pela urbanização de São Paulo. Oriundo de uma família pobre e sem posses, como chegou a tal envergadura?

Vamos à sua história: Horácio Sabino nasceu em Florianópolis (SC), em 1869 e se transferiu para São Paulo ainda bastante jovem. Na cidade cursou Direito na Faculdade do Largo São Francisco. Um dos caminhos que lhe abriu muitas portas foi ter estudado e exercido a taquigrafia.

Como taquigrafo, atuou na primeira Constituinte da República, na Constituinte do Rio de Janeiro e no Congresso Legislativo de São Paulo. Prestava muitos serviços na área, com preços e qualidade maiores do que os da concorrência, para isso fez uso de uma habilidade que se tornou uma vantagem competitiva e seu diferencial: entregava um discurso taquigrafado em 24 horas para a revisão dos autores.

Estando no ramo da escrita, nos anos 1890, Sabino passou a editor de livros pela Editora que criou e que recebeu o seu nome. Publicou obras de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934) e da poetisa Francisca Júlia da Silva (1871-1920), conhecida como a “musa impassível”, homenageada por escultura homônima de Victor Brecheret. O livro de sonetos “Mármore’, de Francisca Júlia, custeado pelo editor, foi recebido com grande furor pela sociedade paulistana.

Após este período e de advogar por um tempo, Horácio Sabino empreendeu esforços e investimentos na urbanização de São Paulo. Primeiramente, como sócio de empreendimentos da Companhia City e, em seguida, à frente da Companhia Cidade Jardim, responsável pela urbanização dos arredores do Jockey Club de São Paulo.

O empresário possuía extensa gleba de terra na região, e lançou o bairro “Jardim América”, o nome dado foi em homenagem à sua esposa, América Milliet. No texto intitulado “Jardim América, o subúrbio jardim em versão brasileira”, o autor Tito Flavio Rodruides de Alencar conta a história da Cia. City:

Conhecida como Cia. City, a City of São Paulo Improvements and Freehold Land Company Limited foi organizada em 1911, com escritórios em São Paulo, Londres e Paris, associando o arquiteto Joseph Bouvard e o banqueiro Édouard Fontaine de Laveleye, ambos franceses, a um grupo de investidores e proprietários de terras nos arredores de São Paulo, integrantes da elite paulista e com acesso franco à cúpula político-administrativa do estado. Cincinato Braga, político paulista, Horácio Belfort Sabino, advogado e proprietário de terras, e Victor da Silva Freire, professor da Escola Politécnica e diretor de Obras Públicas da Prefeitura de São Paulo, estiveram ligados ao início da atuação da Cia. City.

Com os capitais reunidos, a Cia. City comprou aproximadamente 12 km² de terras nas vizinhanças das áreas que já vinham sendo ocupadas pelas camadas altas da sociedade local. Constituída, a companhia iniciou a urbanização de partes dessas terras e a venda dos lotes, entrando no movimentado mercado imobiliário paulistano. Ainda hoje a Cia. City é atuante nesse mercado e seu sucesso derivou, em grande medida, das estratégias inovadoras e bem traçadas que marcaram seus primeiros anos.

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Mapa desenvolvido para a comercialização dos terrenos do recém lançado bairro “Jardim América”

Em homenagem à Horácio Sabino, seus tataranetos fundaram a imobiliária Cidade Jardim Negócios Imobiliários. No site da empresa está publicado algumas imagens e informações do empresário, que apresentamos abaixo.

Com sua experiência em urbanização, tinha como preocupação oferecer uma alta qualidade de vida aos moradores, por meio de residências instaladas em amplos terrenos ajardinados, dispostos em ruas arborizadas e traçado curvilíneo, implantando assim o conceito “CIDADE JARDIM”. O objetivo era garantir a qualidade ambiental, sanitária e visual dos imóveis que ali seriam erguidos. Assim as obras iniciaram-se em 1913, terminando quase duas décadas depois, em 1929.

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Folheto promocional do lançamento do condomínio Cidade Jardim. Apresenta-se o Arruamento, Arvoredos Frondosos, Bonde, Reta (avenida), Água e Eletricidade.

A Avenida Cidade Jardim, bem como outras ruas adjacentes, foi aberta na década de 1920. Em 1926, esta avenida já estava aberta e regularizada. Nesse mesmo ano, a Prefeitura tornou-a oficial através da Lei 3.018, que dizia em um artigo: “Na forma da lei, da Companhia Cidade Jardim ou a quem de direito, para ser incorporada ao domínio público do Município, e entregue ao uso comum do povo”. A área de terreno que constitui o leito do trecho de rua, que vai da extremidade da Av. Europa até a Rua Iguatemi (atual Brigadeiro Faria Lima), segundo a planta que vai rubricada pela mesa, dando-lhe denominação de Avenida Cidade Jardim, nascendo assim a Avenida Cidade Jardim.

Bom, mas como surgiu o enorme palacete da Avenida Paulista? Como proprietário de muitas áreas, Horácio Sabino construiu para sua família uma mansão com todo o requinte. Construída entre 1902 e 1904, com projeto de Victor Dubugras, a residência ocupava grande área na Avenida Paulista. A residência se tornou um exemplo da profunda capacidade arquitetônica e projetiva do famoso arquiteto deste período.

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Planta do projeto arquitetônico realizado por Victor Dubugras para Horácio Sabino.
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Palacete em estilo art nouveaux, que foi demolida em 10 de junho de 1953.

No artigo “Victor Dubugras, arquiteto dos caminhos”, Alex Miyoshi analisa a casa de Horácio Sabino, parte editada deste texto sobre o palacete retratamos abaixo:

A leveza estava nos arcos, frontões, balaustradas e arremates das colunas das varandas. (..) A solução de Dubugras é menos abstrata, mimetizando francamente raízes vegetais que penetram nas colunas, com ramagens e flores desabrochando nos capitéis (…). A obra de Dubugras configurou-se numa proposta de elegante rusticidade, inovadora ao ambiente paulistano. O interior da residência de Horácio Sabino foi projetado por Dubugras, acompanhando os detalhes externos da casa. Sua cristaleira tem um arco tri lobado, parecido ao das janelas, e os espaldares das cadeiras são semelhantes às balaustradas e caixilhos. Dubugras foi atencioso no detalhamento desse projeto, como em todos os seus projetos. Se a sua preocupação com a racionalidade foi grande, segundo afirmavam os estudantes da Politécnica, ela não era menor com os detalhes de ornamentação, caixilharia e mobiliário. Dubugras tinha o deleite e o gosto apurado para as formas diversas e inusitadas.

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Ambientes e decoração da casa que combinam com detalhes da parte externa, como os arcos, frontões, balaustres e enfeites das colunas das varandas.

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Horácio Belfort Sabino, o homem que empresta seu nome a uma praça em Pinheiros, na zona oeste, morreu em 1950. Sua mulher, América, morreu 15 dias depois. O palacete foi demolido três anos depois. Sua história e de seus antecedentes foi escrita no livro da Editora A&A Comunicação, intitulado “Horácio Sabino – Urbanização e Histórias de São Paulo”, com autoria de  Carolina Andrade com pesquisa de Ana Carolina Layara Glueck – ambas bisnetas de Sabino. Segundo elas, foram sete anos de trabalho, pesquisando o arquivo da família para produzir a obra. Para quem quiser conhecer mais sobre esse grande empreendedor, o livro ainda pode ser encontrado nas livrarias.

Demolido em 10/06/1953, a grande área e o palacete de Horácio Sabino deram lugar a outro ícone paulista: o Conjunto Nacional. Sua história é contada em seu site, que descrevemos alguns trechos abaixo.

Começa em 1952, quando José Tjurs compra a mansão que pertencia à família de Horácio Sabino. Nasceu dos sonhos deste argentino a ideia de criar o Conjunto Nacional.  O empresário queria ver a Paulista tornar-se a Quinta Avenida de São Paulo. Para concretizar o audacioso empreendimento, Tjurs realizou uma espécie de concurso para a elaboração do projeto, que teve a participação de diversos arquitetos. Para surpresa dos concorrentes, foi escolhido o projeto de David Libeskind, de apenas 26 anos, recém-formado e quase desconhecido.

Sobre o arquiteto, Fernando Viégas, afirma que “provavelmente, um arquiteto com 26 anos só conseguiria conceber um projeto desta qualidade se estivesse interpretando um desejo coletivo”. Um desejo de uma Paulista e de uma São Paulo moderna.

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Projeto e maquete do Conjunto Nacional.

A construção do Conjunto Nacional foi iniciada em 1955 e trouxe para a cidade muitas inovações e modernidades para a época. Uma grande novidade foi a cúpula geodésica de alumínio, erguida no meio do Conjunto Nacional, que foi construída pelo engenheiro Hans Eger.

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Cúpula geodésica de alumínio construída pelo engenheiro Hans Eger.

Concluída em 1958, a ampla superfície horizontal cobria todo o andar térreo e formava uma espaçosa galeria. Dela saiam quatro largos corredores. Todo o conjunto formava uma praça de 1.600 metros quadrados, com acessos pela Avenida Paulista, Rua Augusta, Rua Padre João Manoel e Alameda Santos.

Em 1958, o Fasano abriu o seu luxuoso restaurante no mezanino, onde se realizavam os famosos jantares dançantes, e o requintado jardim de inverno, logo eleito o melhor e o mais elegante salão de festas da cidade, com capacidade para duas mil pessoas. Com mesas espalhadas pela ampla calçada da Avenida Paulista, o local fervilhava de gente dia e noite.  O Fasano era palco obrigatório dos grandes nomes da música internacional que visitavam São Paulo, como Nat “King” Cole, Roy Hamilton e Marlene Dietrich.

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Em 1962, as torres estavam prontas: com 80 metros de altura e 120 mil metros quadrados de área construída, os três imponentes edifícios de 25 andares. É surpreendente saber que lá existe um edifício residencial, chamado Guayupiá, com apartamentos de 180 a 890 m². Imaginem morar na Paulista com Augusta, no 24º andar, em um apartamento de 800 m²? O máximo de paulistanidade.

Além dele, os dois prédios comerciais, já bem conhecidos: o Horsa I, para pequenos escritórios e consultórios, e o Horsa II, para empresas de grande porte. O setor para empresas tem mais 61 mil m² e contempla a galeria com um centro de compras e serviços, considerado na época o primeiro shopping center da América Latina e o maior da América do Sul. O site do Conjunto Nacional afirma que..

“O projeto era característico da arquitetura brasileira daquela época, com ênfase no terraço-jardim e nos pilotis. A composição arquitetônica era basicamente formada por duas lâminas: uma horizontal, para uso comercial, que ocupava toda a área do terreno, e outra, vertical, de apartamentos. Separando as duas lâminas, havia os pilotis que se apoiavam sobre o terraço-jardim que serve de cobertura de toda a área comercial. Além dos pilotis, nesse terraço foram projetados um salão de festas e uma cúpula geodésica para abrigar o conjunto de rampas e elevadores do hall central”.

A beleza das rampas e escadas na galeria, em estilo moderno, com iluminação indireta das janelas e cúpula, materializaram o espirito paulistano da década de 1950 e se tomaram até hoje um ícone na cidade.

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Fotos da esquerda, acima Danilo Verpa e abaixo Kathia Shieh, à direita, Daniel Lima.

Depois deste período glamoroso, veio uma fase de grande decadência se iniciou a partir do incêndio que ocorreu na madrugada da 4 de setembro de 1978. O Conjunto Nacional se transformou em um grande cortiço malcuidado, que abrigaria contrabandistas, botecos sujos e agenciadoras de garotas de programa.

No texto Conjunto Nacional: O Gigante da Paulista, Marcelo Testoni afirma que o Conjunto Nacional…

 Já foi um reduto do tráfico organizado e hoje ocupa o posto de edifício modelo, abrigando em seu interior, apartamentos residenciais, lojas de departamento, agências bancárias e até um espaço cultural, reservado às exposições de arte e a conscientização ambiental.

Resultado do processo de urbanização da Avenida Paulista na década de 1950, o Condomínio Conjunto Nacional fora o primeiro grande arranha-céu erguido na região do bairro dos Jardins, em São Paulo. Arrendado em 1953 pelo empresário argentino, José Tjurs, em decorrência do falecimento do até então proprietário, Horácio Sabino, o imóvel passou por profundas transformações. A primeira, e mais desafiadora para a época, foi à pavimentação de todo o terreno, anteriormente, a maior chácara da região, e a segunda, a demolição de um palacete colonial datado do final do século XIX. A substituição se deu pelo maior shopping da América Latina, outrora, refúgio da elite paulistana.

Em sua fase inicial, o edifício instalou duas de suas escadas rolantes no centro comercial, consideradas as mais recentes a serem instaladas no Brasil. Em seguida são inaugurados o Cine Astor e o restaurante Fasano, registrados como os points mais requisitados da história da cidade, e quando concluída, a construção recebeu em seu topo, o letreiro e o relógio da montadora de automóveis Willys. Em 1969, o Conjunto Nacional passa a representar também um marco cultural ao abrigar a Livraria Cultura.

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Visão externa do Conjunto Nacional na década de 1960, com as mesas do Restaurante Fasano na calçada, o jardim de inverno no andar superior e o relógio e a grande placa da Willys.

Outra reviravolta aconteceu nos anos 1990 após a mudança de administração do condomínio. Reformas revitalizariam sua infraestrutura e empresas e prestadoras de serviços sentiram-se atraídas pelo lugar. Além disso, novas áreas de lazer e entretenimento, como as salas para mostras de pintura e arquitetura e uma academia esportiva foram disponibilizadas à população.

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Fachada do Conjunto Nacional. Foto: Daniel Ducci

Hoje o conjunto Nacional abriga um sem números de iniciativas culturais oferecidas à população, são exposições, shows, lançamentos de livros, visitas monitoradas e nele circulam milhares de pessoas todos os dias.

Atualmente acontece no Conjunto Nacional a edição 2016 exposição Um Cartaz para São Paulo que está sendo realizada até fim de fevereiro, em comemoração ao aniversário de São Paulo. O facebook informa:

A exposição reúne 27 cartazes abordando o tema “São Paulo: metrópole em movimento”. Os artistas e designers gráficos foram convidados a explorar visualmente do caos do trânsito urbano às novas possibilidades de locomoção, das saturadas linhas de metrô às novas ciclovias, pensando sobre uma questão fundamental para qualquer metrópole mundial: a mobilidade urbana. Essa reflexão é enriquecida por uma pequena retrospectiva da mostra, com alguns cartazes que já abordaram, direta ou indiretamente, o tema proposto.

Esta é também a primeira vez que o projeto é realizado de forma colaborativa, contando com a contribuição de mais de cem pessoas em um financiamento coletivo, além de ter o apoio cultural de empresas e outras iniciativas independentes. Esta é nossa homenagem aos 462 anos dessa São Paulo sempre em movimento.

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Exposição “Um cartaz para São Paulo”. Foto publicada na página da exposição.

Alguns nomes da edição 2016: Alejandro Magallanes, Artur Rebelo, Carlos Clémen, Crystian Cruz, Daniel Bueno, Daniel Trench, Lucas Rampazzo, Luciana Orvat, Marcos Mello, Marcos Minini, Matias Picón, Max Kisman, Tony de Marco, entre outros.

Período: De 25 de janeiro a 26 de fevereiro de 2016

Quer conhecer um pouco mais da iniciativa? Veja o vídeo de apresentação do projeto:

Assim encerramos as homenagens pelo aniversário de São Paulo, com esse belo presente. Não deixe de ver!

Carolina Andrade e Ana Carolina Layara Glueck, bisnetas de Horácio Sabino (não li o livro, que descobri nesta pesquisa. Ele foi comprado pela internet e está a caminho), ou qualquer pessoa que queira contribuir com o texto é só deixar um comentário.

Até a próxima semana!

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Luciana Cotrim
the authorLuciana Cotrim
Paulistana até a alma, nasceu no Hospital Matarazzo, no coração de São Paulo. Passou parte da vida entre as festas da igreja Nossa Senhora Achiropita, os desfiles da Escola de Samba Vai-Vai e as baladas da 13 de maio no bairro da Bela Vista, para os mais íntimos, o Bixiga. Estudou no Sumaré, trabalhou na Berrini e hoje mora em Moema. Gosta de explorar a história e atualidades de São Paulo e escreveu um livro chamado “Ponte Estaiada – construção de sentidos para São Paulo” resultado de seu mestrado em Comunicação e Semiótica na PUC. É consultora em planejamento de comunicação e professora de pós-graduação no Senac.

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