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5 livros que contam a história de São Paulo

5 livros que contam a história de São Paulo - Foto: Pixabay

São Paulo é uma das maiores cidades da América Latina e atrai uma multidão de turistas o ano todo, seja em busca de passeios culturais, como da culinária diversificada ou para negócios.

E, pensando em mostrar um pouco do que a cidade tem, hoje o mercado de literatura oferece uma gama de livros que contam a história de São Paulo, desde a sua formação até algumas curiosidades que levaram ao surgimento desse metrópole.

5 livros sobre a história de São Paulo

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5 livros que contam a história de São Paulo – Foto: Pixabay

Veja abaixo a lista que separamos de 5 livros que contam a história dos 466 anos de SP, além de algumas curiosidades sobre a capital que muita gente não conhece.

1 – A capital da solidão, de Roberto Pompeu de Toledo

De todos os paradoxos de São Paulo, um dos maiores é o que oferece o cotejo de seu presente com o seu passado. A metrópole vertiginosa e trepidante de hoje nasceu distante, fora do alcance dos navios portugueses, escondida pela serra do Mar – uma barreira que foi obstáculo, mas também desafio a vencer, definindo a personalidade de São Paulo.

O jornalista Roberto Pompeu de Toledo mergulhou ao longo de quatro anos numa minuciosa pesquisa para reconstituir a história da primeira vila do interior do Brasil, até se tornar metrópole em 1900.

Numa narrativa envolvente, o leitor é convidado a conhecer momentos cruciais da trajetória da cidade que, por mais de uma ocasião, esteve ameaçada de penosos retrocessos, senão de extinção, por motivo do abandono dos moradores, da precariedade de recursos e do que por vezes pareceu uma irremediável falta de futuro.

Ilustrada com rico material iconográfico como mapas, fotos e gravuras, A capital da solidão é biografia exemplar de uma personagem que seduz e intriga desde suas origens: a cidade de São Paulo.

2 – A capital da vertigem, de Roberto Pompeu de Toledo

Após reconstituir em A capital da solidão a história de São Paulo das origens a 1900, Roberto Pompeu de Toledo narra em A capital da vertigem sua arrancada rumo à modernidade. É a capital da vertigem: vertigem artística, industrial, demográfica, social e urbanística.

Neste painel que vai do início do século XX a 1954 — quando a cidade completa quatrocentos anos —, aparecem personagens como Oswald e Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Washington Luís, Prestes Maia, Francisco Matarazzo, e surgem episódios que vão da Semana de Arte Moderna de 1922 à epidemia de gripe espanhola, da Revolução de 1924 à chegada do futebol ao país.

3 – O sol se põe em São Paulo, de Bernardo Carvalho

No Japão da Segunda Guerra, um triângulo amoroso envolve Michiyo, Jokichi e Masukichi – uma moça de boa família, um filho de industrial e um ator de kyogen, o teatro cômico japonês. À primeira vista, isso é tudo que Setsuko, a dona do restaurante japonês, tem a contar ao narrador de O sol se põe em São Paulo, romance de Bernardo Carvalho lançado em 2007.

Mas logo a trama se complica e se desdobra em outras mais, passadas e presentes, que desnorteiam o narrador involuntário, agora compelido a um verdadeiro trabalho de detetive para completar a história em que se viu enredado.

Pois o relato de Setsuko aponta para além do desejo, da humilhação e do ressentimento amorosos, e se vincula aos momentos mais terríveis da história contemporânea – tanto do Japão como do Brasil. Romance sem fronteiras, que une a Osaka de outrora à São Paulo de hoje, e esta à Tóquio do século XXI, o livro entrelaça tempos e espaços que o leitor julgaria essencialmente separados – e nos quais a prosa de ficção brasileira não costuma se arriscar. Saiba mais neste texto de Contardo Calligaris na Folha de S. Paulo sobre o romance.

4 – Saudades de São Paulo, de Claude Lévi-Strauss

Uma cidade em que o gado convivia com carros e bondes nas ruas; em que construções moderníssimas despontavam no topo de colinas ainda rústicas; em que lençóis caseiros, pendurados nos varais, formavam o primeiro plano para o imponente prédio Martinelli.

Essa era a paisagem que Claude Lévi-Strauss, então um jovem professor e fotógrafo nas horas vagas, encontrou e registrou fascinado entre 1935 e 1937, quando veio trabalhar na Universidade de São Paulo.

O mais célebre antropólogo da França fazia parte da “missão francesa”, que incluía também o historiador Fernand Braudel, o geógrafo Pierre Monbeig e o filósofo Jean Maug. Ciente de que uma cidade é “como um texto que, para compreender, é preciso saber ler e analisar”, o antropólogo escreveu em meados da década de 90 um depoimento memorável em que revisita essas imagens a partir do diálogo estabelecido com o arquiteto e pesquisador Ricardo Mendes, que na época trabalhava na Divisão de Pesquisas do Centro Cultural São Paulo.

Construindo para as novas gerações o mapa de uma belíssima viagem, no espaço e no tempo, esta edição reúne 53 fotos da capital de São Paulo e da Baixada Santista na década de 1930.

5 – Retrato em branco e negro, de Lilia Moritz Schwarcz

Lançado em 1987, Retrato em branco e negro é um estudo minucioso de como o negro era visto pela elite branca da cidade de São Paulo entre 1870 e 1890, a partir da análise do imaginário paulistano nos jornais do fim do século XIX.

A metamorfose da imagem do negro é seguida com olho arguto que deixa a nu os preconceitos da época e sua gênese.

Em seu texto de introdução, Lilia Moritz Schwarcz destaca a importância da imprensa paulista de finais do século como fórum de debates centrais da época: “Através desses fragmentos de textos da imprensa, desses ‘pedaços de significação’ — que incluem desde as seções tidas como as ‘mais nobres’ dos jornais (como notícias e editoriais) até as de aparente valor secundário (como os obituários, ‘ocorrências policiais’ e anúncios) —, aqui se busca reconstituir as várias visões com que se falou sobre a condição negra”.

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Redação SP City
Um projeto que tem a cara de São Paulo :)

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