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Art Déco, a riqueza de detalhes em um edifício histórico no centro de São Paulo

O centro de São Paulo tem prédios que marcam a história da cidade, exemplares belíssimos de tempos passados, eles seguem encantando todos que dedicam um momento de atenção às suas linhas. Mas esse edifício tem algo ainda mais especial.

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Conhecer os prédios do centro velho da cidade de São Paulo é uma forma de compreender mais sobre a história da cidade, como somos hoje, como a cidade e seus moradores de desenvolveram, parte muito importante da construção da cidade pode ser vista em seus edifícios históricos, marcantes e muito bonitos. (você também pode conhecer mais alguns aqui, aqui, aqui e aqui)

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Nossa atenção hoje se volta ao edifício do Banco de São Paulo, construído entre 1935 e 1938, seu projeto é de autoria do arquiteto Álvaro de Arruda Botelho, em estilo Art Déco, que estava em alta na época. Um marco do estilo nos anos 1920 foi a Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas, realizada em 1925, em Paris. É fácil notar formas geométricas, linhas retas, círculos, design abstrato e estilizadas.

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O edifício foi construído para a família Almeida Prado, no final do século XIX, para ser a sede do Banco de São Paulo. A história conta que a origem do Banco de São Paulo data de 1889, quando o Visconde de Ouro Preto e o Imperador Dom Pedro II, assinaram a autorização para o funcionamento do primeiro banco de São Paulo, que teve capital inicial de 10 mil contos de réis. O banco funcionou passando de pai para filho e viveu uma época gloriosa quando comandado por Vicente de Paula de Almeida Prado, que em dez anos viu capital ir de 15 para 50 mil contos de réis.

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Antigo Banco de São Paulo em arquitetura Art Deco. Interior.

Além de superintendente do Banco de São Paulo, Vicente de Paula de Almeida Prado, foi também presidente do Banco do Brasil em 1931, durante o governo Vargas. Após a morte de Vicente, seus filhos José Adhemar de Almeida Prado e Nelson de Almeida Prado trabalharam no banco como superintendente e diretor, respectivamente. Nenhum dos dois tiveram filhos, encerrando assim a sucessão familiar. José e Nelson se mantiveram à frente do banco, e adotaram uma postura bastante conservadora, que não se adaptou a modernização do sistema bancário brasileiro da época, assim, em 1973 o Banco de São Paulo foi comprado pelo Banespa por 200 milhões de cruzados, e o edifício passou a ser um prédio público.

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Em 1992 a prefeitura de São Paulo realizou o tombamento do prédio, e em 2003, foi a vez do estado, através do CONDEPHAAT, conselho de defesa do patrimônio histórico, arquitetônico, arqueológico, artístico e turístico, tombar o edifício. Atualme